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Este ano a Oficina de História e Arqueologia cumpre 10 anos! Iremos desenvolver atividades para o festejar durante o ano letivo! Parabéns!
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thexpertm ,
quinta-feira, outubro 25, 2012
19:22
Todos os dias ouvimos falar na
"crise" pelos meios de comunicação social. Hoje apresentamos a
História das várias crises portuguesas, narradas pelo blog "Distraindo o
Santo", num artigo de abril do ano passado.
A Dívida Portuguesa - História de Crises
Desde meados do séc. XVIII até aos
nossos dias que a Balança Comercial do país é deficitária, com excepção dos
três anos, de 1940 a 43, os chamados anos do volfrâmio, em que exportámos mais
do que importámos.
Desde os tempos áureos da exploração do
ouro do Brasil, passe o pleonasmo, que a nossa dívida perante o estrangeiro se
acumulava, constituindo um enigma que Portugal se tenha mantido como um país
politicamente independente. Conseguimos resolver periodicamente a nossa
situação deficitária, tendo apenas tido uma situação de bancarrota (na última
década do séc. XIX) e, os demais incumprimentos verificados foram resolvidos
posteriormente, com os respectivos juros e sofrendo situações da dependência
económica.
A dívida acumulada até 1830 foi
liquidada de uma maneira bizarra, para não aplicar um adjectivo pejorativo.
Assim, dias antes do reconhecimento independência do Brasil, assinámos um
acordo com a Inglaterra pelo qual a nossa dívida com aquele país seria paga
pelo jovem país a que reconhecíamos a independência, embora ela já se tivesse
efectuado, na prática, há perto de cinco anos… Artifício que os ingleses
precisavam para, no ambiente internacional pós Conferência de Viena (1815),
legitimarem o comércio e a exploração do Brasil, no fundo, mais vítima de uma
substituição de colonizadores do que fruidor de uma real independência. Ninguém
fala desta primeira ajuda… do Brasil a Portugal, nem mesmo agora que lhe
mendigámos outra. Todavia, esta jogada colonialista de Portugal é referida de
amiúde pelos mídia brasileiros, ainda hoje, duzentos anos depois.
Até final daquele século a dívida total
do país foi crescendo até ao default. Entretanto, a Balança Comercial ia sendo
compensada, mas nunca equilibrada, pela de Pagamentos, reforçada pelas remessas
dos emigrantes. Vem a crise do final da Monarquia e a instabilidade política da
República que, em termos económicos, se traduzem em depreciações brutais da
moeda e do empobrecimento relativo do Reino e da República. Chegou-se a
recolher as moedas de prata em circulação, a derretê-las e a substituí-las por
outras de menos valor específico, vendendo a prata. Nos anos de uma década a
seguir à Primeira Grande Guerra, até ao 28 de Maio, o escudo desvalorizou mais
de 15 vezes face à Libra.
A emigração vem prosseguindo em força,
para o Brasil, desde o século XIX. A tal ponto que em 1930, Getúlio Vargas,
proibiu a remessa de dinheiro dos emigrantes para Portugal e para os outros
países europeus. Ditador, Getúlio adere ao movimento nacionalista que pairou
sobre vários aspectos da sociedade brasileira, desde 1922 (“Semana de Arte
Moderna”). À parte esta tendência, culturalmente muito válida, a pressão de
Portugal, sobre as autoridades brasileiras e a simpatia entre os dois regimes
políticos, logrou a abertura de uma excepção para os emigrantes portugueses.
Foi a segunda ajuda financeira do Brasil a Portugal.
Internamente, Portugal viria a encontrar outra margem
de compensação dos défices comercial e financeiro global perante o estrangeiro.
Outro artifício, a chamada “zona escudo”, que significava uma considerável
vantagem financeira para a reserva de divisas do país, proveniente da única
conversibilidade do escudo da metrópole em comparação com diferentes moedas de
exclusiva circulação em cada uma das colónias. O ágio da conversão interna
atingia os 20%. E a moeda constituía o fundamental factor de competitividade,
mediante uma desvalorização permanente, escamoteando a falta de produtividade,
de inovação e de dinamismo estruturais do país. Por último, uma nota de algum
optimismo. A natureza das nossas exportações tem melhorado nas componentes de
média e alta tecnologia. Há dez anos, 30% das nossas exportações era de média e
alta tecnologia e actualmente são 70%. E nas importações as percentagens são as
inversas, 30 média e alta e 70 média e baixa. Falta agora é reduzir a taxa de
cobertura das importações pelas exportações. Para isso, há dois caminhos: criar
novos mercados e exportar mais; produzir mais e substituir importações. Uma
tarefa essencialmente atribuível à sociedade, às empresas e subsidiariamente ao
Estado.
Retirado de : http://distraindoosanto.blogspot.pt/
A OHA está de volta ! Se te interessas pela História e Arqueologia, pela tua região e queres desenvolver atividades interessantes, não hesites, inscreve-te na OHA! Na Escola EB 2,3/S De Vilar Formoso, a OHA funcionará às Quartas- Feiras das 14.10h às 17:20h, e na Escola EB 2,3/S Dr. Casimiro Matias, funcionará também às Quartas-Feiras das 15.40h às 17:20h. Inscreve-te e diverte-te!
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OHA ,
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Jornadas Europeias do Património
quarta-feira, setembro 26, 2012
16:48
Nos dias 28, 29 e 30 do presente mês a Europa celebra o seu Património através da realização de diversas atividades/jornadas. O tema é " O Futuro da Memória" para que os diferentes acontecimentos não permaneçam apenas na "memória do nosso coração".
Almeida associa-se a estas festividades com uma série de iniciativas que poderá(ás) consultar aqui:
http://www.cm-almeida.pt/municipio/agendadomunicipio/Documents/cartaz-jornadas.pdf
Postado por
OHA ,
16:20
A Oficina de História e Arqueologia do Agrupamento de Escolas de Almeida, irá funcionar às Quartas-Feiras das 14:10h às 17:20h, na Sala 9A da Escola EB 2,3/S de Vilar Formoso. As inscrições já se encontram disponiveis junto do teu Professor de História. Aparece e diverte-te!
Postado por
thexpertm ,
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Jornadas Europeias do Património
segunda-feira, julho 23, 2012
12:26
Represa feita de pedras, cascalhos e areia podia abastecer uma população de quase 100 000 pessoas da antiga cidade de Tikal, na atual Guatemala
Imagem mostra camadas de pedras da barragem feita pelos antigos maias em Tikal, atual Guatemala. Detalhe em vermelho mostra o que um dia foi uma eclusa (University of Cincinnati)
Pesquisadores encontraram na antiga cidade de Tikal, na atual Guatemala, uma barragem feita pelos maias de quase 80 metros de comprimento e 10 metros de altura, com capacidade de armazenar 75,7 milhões de litros de água, ou 30 piscinas olímpicas. É a maior represa maia já descoberta. Sua descrição será publicada nessa semana no periódico PNAS (da sigla em inglês para Anais da Academia Nacional de Ciências).
A represa foi construída entre os anos de 250 e 800 para abastecer uma população de quase 100.000 pessoas, número muito maior do que o ambiente poderia suportar se não fosse a intervenção do homem.
Os maias ergueram a barragem usando pedras, cascalhos e areia e a dotaram até de um sistema de purificação da água, feito de caixas de areia de quartzo. Esse minério não é abundante na região e o uso dele mostra o grande esforço na construção e a importância que os maias davam ao armazenamento da água.

Liwy Grazioso, pesquisadora que particpou do estudo, em barragem construída pelos maias sob estrada
As pesquisas em Tikal foram feitas por várias universidades, lideradas pela de Cincinnati, de Ohio, Estados Unidos. Vernon Scarborough, autor do artigo da PNAS, disse que o objetivo geral das escavações era descobrir como os maias conseguiram manter em Tikal, onde há secas periódicas, uma população de 60.000 a 80.000 pessoas.
“Era um número muito maior do que o ambiente poderia suportar”, disse Scarborough . “Mas eles conseguiram manter uma complexa sociedade por mais de 1.500 anos. Os recursos eram abundantes, mas as ferramentas eram rudimentares”, falou.
Os maias criaram um complexo sistema de coleta e armazenamento de água para manter a população na época de seca. As construções – grandes praças, estradas, prédios e canais – eram construídas de modo inclinado. Assim, toda a água escoava para o sistema de armazenamento de água – como a barragem.
Dupla função - A barragem foi encontrada sob uma estrada comumente usada por turistas que visitam a região. Por um longo período essa construção foi considerada apenas uma estrada. Mas as pesquisas mostraram que ela tinha uma dupla função. Tikal foi um dos maiores centros populacionais da civilização maia e é hoje considerada patrimônio mundial da Unesco.
Notícia de:
Postado por
thexpertm ,
12:17
Não é hábito esta página publicar notícias de quem parte, mas hoje é um dia de enorme perda para Portugal.
Faleceu o "Senhor História", o Homem que percorreu Portugal vezes sem conta, que contou histórias da nossa história, que visitou castelos, jardins, cidades, vilas e aldeias, que deu a conhecer lugares e fatos praticamente desconhecidos, o Homem que habituou Portugal a ver e ouvir a sua história e que nos ensinou a escutar o famoso termo: "FOI AQUI.."
Descanse em paz Professor José Hermano Saraiva. As suas palavras, as suas histórias, a sua forma de comunicar Portugal é imortal. Até sempre.
BIOGRAFIA
José Hermano Saraiva GC IP (Leiria, 3 de Outubro de 1919 - Setúbal, 20 de Julho de 2012) foi professor e historiador português.
Ocupou o cargo de Ministro da Educação entre 1968 e 1970.
Terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, cresceu em Leiria, onde frequentou o Liceu Nacional. Posteriormente ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942. Iniciou a sua vida profissional no ensino liceal, que acumulou com o exercício da advocacia. Desse modo foi professor e, seguidamente, director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (actual ISCSP).
Envolvido na política, durante o Estado Novo, foi deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Durante o seu ministério, entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crise Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão, foi exercer o cargo de embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.
Com o advento da Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura apreciada em Portugal, bem como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico.
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (atual Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. Recebeu a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP1.
É irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É também sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista, militar centenário, (n. 1895 - m. 2002, viveu até aos 107 anos) o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu a 20 de Julho de 2012 aos seus 92 anos, vítima de doença prolongada, na sua casa em Setúbal.
Faleceu o "Senhor História", o Homem que percorreu Portugal vezes sem conta, que contou histórias da nossa história, que visitou castelos, jardins, cidades, vilas e aldeias, que deu a conhecer lugares e fatos praticamente desconhecidos, o Homem que habituou Portugal a ver e ouvir a sua história e que nos ensinou a escutar o famoso termo: "FOI AQUI.."
Descanse em paz Professor José Hermano Saraiva. As suas palavras, as suas histórias, a sua forma de comunicar Portugal é imortal. Até sempre.
BIOGRAFIA
José Hermano Saraiva GC IP (Leiria, 3 de Outubro de 1919 - Setúbal, 20 de Julho de 2012) foi professor e historiador português.
Ocupou o cargo de Ministro da Educação entre 1968 e 1970.
Terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista, cresceu em Leiria, onde frequentou o Liceu Nacional. Posteriormente ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942. Iniciou a sua vida profissional no ensino liceal, que acumulou com o exercício da advocacia. Desse modo foi professor e, seguidamente, director do Instituto de Assistência aos Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa, e professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (actual ISCSP).
Envolvido na política, durante o Estado Novo, foi deputado à Assembleia Nacional, procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação. Durante o seu ministério, entre 1968 e 1970, enfrentou um dos momentos mais conturbados da oposição ao Salazarismo, com a Crise Académica de 1969. Quando deixou o Governo, substituído por José Veiga Simão, foi exercer o cargo de embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.
Com o advento da Democracia, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura apreciada em Portugal, bem como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico.
Voltou a leccionar, como professor convidado na Escola Superior de Polícia (atual Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna) e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Pela sua grande capacidade de comunicação, popularizou-se com programas televisivos sobre História e cultura.
É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. Recebeu a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, a grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil.
Ficou classificado em 26º lugar entre os cem Grandes Portugueses, do concurso da RTP1.
É irmão do professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva. É também sobrinho, pelo lado da mãe, de José Maria Hermano Baptista, militar centenário, (n. 1895 - m. 2002, viveu até aos 107 anos) o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial. Casou com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, de quem tem cinco filhos.
Morreu a 20 de Julho de 2012 aos seus 92 anos, vítima de doença prolongada, na sua casa em Setúbal.
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